Amélie Wolf (Londres 10-02-1952)
- Letícia Faustino

- 1 de abr. de 2019
- 2 min de leitura
Querida Amélie Wolf
Ao Caminhar pelo centro de Londres com a mamãe para ir ao mercado avistei crianças brincando e lembrei de quando imitava uma aeronave e corria pelo corredor de minha casa, pegava suas bonecas e você a corria atrás de mim. Era engraçado a maneira como nós tentávamos ouvir as conversas de nossos pais por trás da escada. Eu nunca entendia muito bem, eles falavam em guerras e em mudanças. Eu sempre pensei que nós iríamos morar sempre perto, mas não foi o que ocorreu. As coisas aconteceram muito rápido e eu gostaria que tudo fosse como antes.
Papai ainda trabalha na Royal Air Force, a força aérea real britânica, e as coisas vão bem por aqui. Pedirei a ele para que ele me leve ao seu encontro, sinto saudades de você, sempre foi minha melhor amiga. Nas horas vagas papai me leva para fotografar, a gente precisa ir de carro porque tem que ser um pouco afastado de onde estamos. E a mamãe continua fazendo aquele pão que você adorava, sempre lembramos de vocês. Daqui alguns dias é o meu aniversário e ela fará aquela geleia de morango que eu tanto gosto, gostaria que tivesse aqui afinal, não posso quebrar a tradição de dar o primeiro pedaço de bolo para você.
Seus pais estão bem? Como é a vida em Liverpool, você já foi a escola? E Lufe como está, esse cãozinho é muito esperto. São tantas coisas para perguntar, são tantas novidades para contar. Estou com 1,50 metros, e aposto que você nem cresceu, bem que o vovô John dizia, serei o homem mais alto da família. Estou jogando no time da escola e é simplesmente incrível e George do oitavo ano não implica mais comigo, agora nos tornamos amigos. Descobri que o pai dele foi piloto na Segunda Guerra, junto com o papai.
Volte logo, sinto saudades.
Mamãe e papai mandam abraços carinhosos.






Muito bom Continua Please